quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Origem de Tutoria e competências do Tutor

A tutoria como método nasceu no século XV na universidade, onde foi usada como orientação de caráter religioso aos estudantes, com o objetivo de infundir a fé e a conduta moral. Posteriormente, no século XX, o tutor assumiu o papel de orientador e acompanhante dos trabalhos acadêmicos, e é com este mesmo sentido que incorporou aos atuais programas de educação á distancia.
Os tutores desempenham papel de fundamental importância no processo educacional. A tutoria on-line atua a partir da instituição, mediando o processo pedagógico junto a estudantes geograficamente distantes, e referenciando aos pólos descentralizados de apoio presencial. Sua principal atribuição é o esclarecimento de dúvidas através de fóruns de discussão pela internet, pelo telefone, participação em videoconferências, entre outros, de acordo com o projeto pedagógico. O tutor on-line tem também a responsabilidade de promover espaços de construção coletiva de conhecimento, selecionar material de apoio e sustentação teórica aos conteúdos e, frequentemente, faz parte de suas atribuições, participar dos processos avaliativos de ensino-aprendizagem, junto com os docentes.
A tutoria presencial atende aos estudantes nos pólos, em horários preestabelecidos. Este profissional deve conhecer o projeto pedagógico do curso, o material didático e o conteúdo específico dos conteúdos sob sua responsabilidade, a fim de auxiliar os estudantes no desenvolvimento de suas atividades individuais e em grupo, fomentando o hábito da pesquisa, esclarecendo dúvidas em relação a conteúdos específicos, bem como ao uso das tecnologias disponíveis. Participa de momentos presenciais obrigatórios, tais como avaliações, aulas práticas em laboratórios e estágios supervisionados, quando se aplicam. O tutor presencial deve manter-se em permanente comunicação tento com os estudantes quanto com a equipe pedagógica do curso.


Viabilidade da EaD no Brasil: Aspectos Legais

Segundo o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância – ABRAED de 2006 apud Ataíde, mais de 1,2 milhões de brasileiros estudaram a distância em 2005, sendo 62,6% maior que o registrado em 2004. O número de cursos a distância no Brasil cresceu 600% entre 2001 e 2004. Essa expansão acelerada da EaD no Brasil deve-se a sintonia com a tendência mundial quanto à procura por educação continuada, utilizando os recursos da mídia.
A quantidade de cursos superiores de graduação, seqüencial ou pós-graduação à distância, passou de 11 em 2001 para 77, em 2004, e o de instituições autorizadas cresceu 31%. Todo esse crescimento demanda um acompanhamento por parte do governo, para que haja qualidade nos cursos ofertados e as instituições ao serem avaliadas aprimorem seus produtos e serviços.
O Ministério da Educação – MEC, por meio da Secretaria de Educação á Distância – SEED atua como agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e das técnicas de educação á distância aos métodos didático-pedagógicos. O MEC/SEED promove ainda, a pesquisa e o desenvolvimento, voltados para a introdução de novos conceitos e práticas.
A Lei 9394, de 20 de dezembro de 1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Artigo 80 estabelece que: “O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino à distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada”. Essa lei impulsionou as atividades de EaD no Brasil, uma vez que as instituições de ensino sentiram-se mais seguras e amparadas para continuar ou entrar no negócio da Educação á Distância.

Passado, Presente e Futuro da EaD no Brasil

Nesta última década, a EaD vem fazendo progressos no Brasil. Em 1997, o Brasil tinha apenas um curso de licenciatura aprovado pelo MEC, oferecido pela Universidade Federal de Mato Grosso. Somente em 1998 o Mec apresentou o primeiro arcabouço de legislação para certificação de cursos em EaD. Dessa data em diante começaram a surgir solicitações de aprovação e certificação de curso de graduação.
Em 1998, foram apresentados ao MEC oito solicitações. Em 1999, foi solicitada a certificação de mais 14 cursos. Em 2000, apenas 5 cursos. Em 2001, 10 cursos. E até o fim de janeiro de 2002, mais de 23 cursos de graduação em EaD já haviam solicitado sua certificação. No total foram apresentados ao MEC, até o início de 2002, 67 solicitações, que correspondem a um total de 75 cursos de graduação. Destes, quinze já foram credenciadas, sendo oito universidades federais; duas universidades estaduais; duas universidades privadas e duas faculdades privadas.
Segundo Gonzáles (2005), até setembro de 2004, a lista de cursos de graduação à distância exibida no site do MEC-SEED figuravam 33 instituições de ensino públicas e privadas. Essa lista nos dá uma ideia das principais áreas (região Sul, Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste) e instituições contempladas com cursos de graduação à distância no Brasil, no ano de 2004.
Para obter uma lista atualizada tanto em relação a cursos de graduação como em relação a cursos de pós-graduação lato sensu, no nível de especialização à distância, visite regularmente o site oficial do Ministério da Educação que fornece uma lista de cursos e instituições atualizada semestralmente e, pode ser encontrada no endereço:http://portal.mec.gov.br/sesu/index.php?option=content&task=view&id=588&ltemid=298#sudeste.

Políticas de EaD no Brasil

A Educação a Distância (EAD) foi regulamentada no Brasil em 1996 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996), pelo decreto nº 5.622, publicado no DOU. De 20/12/05 (que revogou o Decreto nº2.494, de 10 de fevereiro de 1998, e o Decreto nº 2.561, de 27 de abril de 1998) com normatização definida na Portaria Ministerial nº 4.361, de 2004 (que revogou a Portaria Ministerial nº 301, de 07 de abril de 1998). Em 3 de abril de 2001, a Resolução nº 1, do Conselho Nacional de Educação estabeleceu as normas para a pós-graduação lato e stricto sensu.
Seus precursores, os antigos cursos por correspondência e, mais recentemente, os telecursos, ganharam vida nova com o advento da Internet. Aliada aos mais modernos recursos técnicos de comunicação, como CD-ROMs, tele e videoconferências interativas, DVDs, dentre outros, a rede mundial de computadores veio promover uma verdadeira revolução, não apenas tecnológica, mas também social e pedagógica na Educação.

O surgimento da EaD

A Educação a Distância (EAD) é uma modalidade de estudo que tem por objetivo beneficiar com capacitação profissional as pessoas que estão fora dos centros urbanos ou que não têm disponibilidade de horários livres para estudar. O ensino a distância surgiu por volta de 1850, no Canadá, onde agricultores e pecuaristas aprendiam por correspondência, a melhor maneira de plantar ou cuidar do rebanho.
Em 1934 surgiu timidamente, no Brasil com o Instituto Monitor.
O Instituto Universal Brasileiro apareceu sete anos depois. Na década de 70, fundações privadas e não governamentais começaram também a oferecer supletivo a distância no modelo de telecurso, com aulas via satélite (rádio e TV), complementados por kits de materiais impressos, enviados aos alunos por correspondência.
Em 1995, foi criado pelo Departamento Nacional de Educação, o CEAD (Centro Nacional de Educação a Distância) e foi a partir daí que a internet passou a ser fundamental para o futuro da educação a distância.
           

domingo, 14 de novembro de 2010

EaD

        Educação à Distância, conforme o site wikipedia, é “a modalidade de ensino que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem, assim como, permite também que faça seu auto estudo em tempo distinto”. Neste sentido, há uma separação entre tempo e espaço entre educador e educando. Esse processo é intermediado por diferentes tecnologias, no qual o ensino é repassado à distância, utilizando os mais variados recursos.